quinta-feira, 29 de julho de 2010

Como não dançar forró

Vou ser bem sincero com vocês, pretendia postar o vídeo da Amanda hoje, mas ele não foi lançado. Mesmo após os Anões em Chamas terem prometido um vídeo dela toda quarta-feira, isso não acontece desde a quarta passada. Realmente quero postar algo hoje e vou.

Todo ano, quando chega o mês de junho, o estado de Sergipe é tomado pelo ritmo do forró. O forró é um ritmo que contagia a todos e que não se importa com a idade dos dançarinos. Por falar em idade, uma coisa que acho bem engraçada é o jeito que os velhinhos dançam. Eles dançam sem dançar, parece quase um outro ritmo, mas o que importa é a felicidade deles. Curioso como todo bom escritor, resolvi dançar à moda deles. O resultado você confere no vídeo abaixo:


Depois de ter as pessoas me olhando e rindo, percebi que só os velhinhos são fofinhos e engraçadinhos quando dançam assim. Eu sou só um retardado com uma bolsa.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Namorar X Casar

Todos nós, seres humanos, cometemos erros. Uns mais, outros menos. Fato é que, no post sobre namoro, cometi um grande engano. Alguns leitores se sentiram ofendidos quando falei que namoro era o inferno na Terra. Foi uma besteira ter dito isso e uma falha minha. Esqueçam aquilo. Lembrei que casamento era o verdadeiro inferno. Começar a namorar é apenas uma ida ao purgatório.

Namorar não é de todo ruim. Temos a companhia de outra pessoa e sabemos que ela estará ali para nos ajudar sempre que for preciso. É ótimo ter toda a confiança e a cumplicidade que um namoro proporciona. Claro que existem brigas. É normal. Discutimos até com amigos de infância. Então, por que não casar? Nada vai mudar. São duas pessoas que já se amam e que decidem juntar os seus trapos. Elas vão apenas oficializar a união deles perante a lei. Tempos depois, o marido tem que vender o rim esquerdo no mercado negro para pagar pensão à ex-mulher.

Você se ilude achando que as coisas não vão mudar, mas elas mudam. Todos os pequenos defeitos que você nem lembrava quando estavam de namorico na casa dela, se agravam após o casamento. Já imaginou essa sua namorada estressada? É, meu amigo, ela vai piorar. Você vai viver num verdadeiro campo minado. Por isso que os namoros tinha as suas vantagens. Se acontecesse uma briga entre vocês, ainda assim, vocês poderiam tomar seus rumos e voltar para as suas respectivas casas para poderem se acalmar e esquecer o que passou. Depois que casa, brigou, dorme com o inimigo. Ou sozinho na sala.

Se casamento fosse bom, -não precisava testemunha...- não seria necessário convidar esse tanto de gente. Metade você não conhece e a outra metade, você nem queria que estivesse lá. Pra que tanta testemunha? Já não basta terem que colocar o nome do Chefão no meio dessa história toda. Justo o nome Dele, que nem de casamento gosta. Se gostasse, padre também casava. Sorte da gente é que Ele ainda é piedoso. Como presente de casamento para o noivo, Ele ainda dá uma última chance para que alguém no recinto tente impedir toda a loucura. Na hora o noivo, mas aposto que, depois, ele lamenta por não ter amigos melhores.

Ter uma esposa é algo muito bom, ruim é ter que casar. Ao menos, agora as coisas estão mais fáceis para quem quer se separar. Ruim era antes. Até novas religiões foram criadas, apenas para que o seu fundador pudesse se separar. Bons tempos em que vivemos, em vinte e quatro horas, podemos comprar de volta a alma que vendemos ao capeta e continuarmos numa boa. Não critico quem casa. Todos nós erramos e merecemos ser perdoados. O que não dá pra deixar passar é quem casa de novo. Errar uma vez é humano, duas já é burrice. É como ser libertado da prisão e decidir voltar sem ter cometido nenhum crime. Perdoai-os, Senhor, pois, eles não sabem o que fazem. Mas, antes de se separar, pensem que poderia ter sido pior. Você podia ter comido um fruto proibido e ter sido punido com novecentos anos casados com a primeira e única mulher da sua vida. Pobre Adão.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Probabilidade de alguém ligar quando você...

...Acaba de chegar na academia - 2,31%

...Começa a conversar com um instrutor - 10,54%

...Está na esteira - 28,76%

...Para pra tomar água ou descansar - 0,33%

...Deixa o celular no carro ou em casa - 71,15%

...Estiver todo vermelho, quase se borrando e rezando para conseguir levantar a barra mais algumas vezes - 100,48%

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ficar X Namorar

Jurandir conhece Michele em uma festa da escola e fica com ela no fim da noite. Eles trocaram telefone, msn, orkut e, como essa é uma histórinha fictícia, se adicionaram e trocaram mensagens. Depois de muitas saidas e ficadas juntos, ele a pede em namoro. Por que não? Ela é bonita, inteligente, tem bom senso de humor e muitas coisas em comum. Nas primeiras semanas, subnicks amorosos e mensagens melosas no twitter. No segundo mês, Jurandir deixa de sair com os amigos para assistir filme na casa da namorada. Ao final do terceiro ele já está procurando suas bolas de volta. Mais três meses e o pobre coitado começa a desejar uma morte rápida, pois, namorar é uma morte lenta demais.

Os primeiros meses de namoro são simplesmente perfeitos. Todo mundo se ama e um não consegue viver sem o outro. Defeitos? Pff, nunca na galáxia. O amor da sua vida é uma divindade menor. Bastam algumas brigas para que você perceba que o seu pequeno pedaço de céu era na verdade o inferno na Terra e a sua anjinha é na verdade o Diabo de saias. As coisas que você achava que ela fazia por amor no começo são as que mais vão te mostrar isso. Ela te ligava todos os dias para perguntar como você estava? Quando você ia sair você avisava pra onde e com quem estava indo? Em alguns meses ela vai jogar na sua cara o fato de você nunca ligar para ela e você vai ligar pra pedir permissão pra sair. Tudo isso porque ela era bonita, inteligente, tem bom senso de humor e vocês tem muita coisa em comum. Que piada.

Acordem para a vida, crianças. Existem mais de seis bilhões de pessoas na face do nosso planeta. Qual será a possibilidade de que milhões sejam bonitos, inteligentes, te façam rir e de vocês terem coisas em comum? Então, por que nos prendemos à apenas uma delas? Há quem diga que é por causa desse tal de amor, mas o que é que nós sabemos sobre amor? Ficamos indecisos quando compramos roupa nova ou quando queremos comer. Quanto mais escolher alguém para passar um bom tempo juntos. É para isso que serve a ficada.

Ficar é igual a namorar, mas sem toda essa parte burocrática que torna qualquer relacionamento infernal. Você não tem que se preocupar em ligar no dia seguinte, você não tem que comprar presentes, não precisa de cavalheirismo o tempo todo e, o melhor de tudo, não precisa dar satisfações. Quando enjoa você simplesmente parte para a próxima e, ao final do dia, você ainda consegue colocar a sua cabeça no travesseiro e dormir. Não é maravilhoso? Conhecer várias pessoas e depois, aí sim, escolher alguém. Ou simplesmente deixar de sair com ela antes que se apaixone e voltar pra folia. Afinal, para o bom solteiro, todo dia é Carnaval.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O dom de reclamar

Quando Deus fez o mundo, as coisas e os animais, Ele deu um dom a cada um. As plantas tem a fotossíntese, os peixes nadam, pássaros voam, baratas resistem ataques nucleares e os seres humanos reclamam.

Se engana aquele que pensa que ao ser humano foi dado o dom de raciocinar. Todos os outros mamíferos são mais inteligentes que nós. Os cachorros, por exemplo, conseguem nos entender, mas nós não conseguimos decifrar todos aqueles latidos. Só porque eles obedecem, não quer dizer que sejam burros. Vejam os negros.

Nós nunca estamos satisfeitos com nada. É o nosso talento nato. Estamos tão acostumados, que reclamamos quando os outros reclamam. Até pra puxar assunto a gente reclama. Nas filas do banco a gente reclama do atendimento e da demora para não ficar calado por só-Deus-sabe quantas-horas, nos dias quentes reclamamos do calor e nos dias frios, reclamamos do frio. Estranho seria reclamar do calor nos dias frios e vice-versa. Nós somos contraditórios, queremos e pedimos as coisas, mas quando elas não acontecem bem exatamente do jeito que queríamos, reclamamos. Se não gosta do frio e nem do calor, não peça por dias frios ou quentes, peça por dias mornos.

Muitas vezes nem sabemos porque estamos reclamando, mas isso não empata em nada. O importante é arrumar um defeito. O pior é que a vida conspira para isso e sempre dá um defeito. Nada é tão perfeito que não possa ser melhorado. E os adolescentes comprovam isso.

Toda geração diz que a geração seguinte está perdida. Nós olhamos para a nossa geração e vemos que não dará tempo de mudar tudo o que queríamos e resolvemos deixar a conclusão dessa mudança para a próxima. Quando a próxima chega no lugar em que estávamos e faz a mesma coisa, a gente apedreja e diz que não se fazem mais adolescentes, revoluções e orgias como antigamente. Realmente, não fazem, mas venhamos e convenhamos, uma geração que curte Cine e Restart e que os maiores ídolos são um vampiro corno viado, não necessariamente nessa ordem, e um lobisomem depilado, é pior do que a geração que curtiu Harry Potter e escutou Fresno e Nx Zero. Não muito, mas deixa pra lá.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A falta que ela faz

Ela não voltou para casa comigo. Para falar a verdade, nem saímos juntos. Cheguei em casa só. Fui até o quarto, mas ela não estava lá também. Lembrei que ela tinha viajado enquanto eu dormia. Quando iria voltar? Estaria acordado para vê-la chegar? O que seria de mim até lá? Comecei a lembrar de toda a nossa história.

Os sorrisos e as lágrimas, os abraços e as brigas, os segredos e as confissões. Senti falta. Deu vontade de chorar, mas segurei. Não porque homem não chora. Chora sim, pelo menos, foi isso que ela me disse.

Sentei-me na cama e pensei no quanto queria que ela estivesse ali, no quanto queria que ela tivesse saído comigo e no quanto queria que tivéssemos voltado juntos. A casa parecia vazia sem ela, a noite perdera o sentido. Não imaginava que fosse sentir tanta falta assim, mas já estava preparado para isso. Um dia isso aconteceria. Melhor agora que dói menos.

Fui dormir pensando nela. Ela era a única que eu queria naquele momento. Afinal, só a minha irmã acharia engraçado o vizinho do 1002 chegando bêbado e carregado em casa.

De mulher pra mulher (8)

Quando escuto a palavra contradição, penso logo nas feministas. Taí uma coisa que nunca vou entender. Como vocês, leitoras, nunca concordam comigo e sempre dizem que sou machista, resolvi que, dessa vez, eu não sou o único que pensa isso. A Amanda concorda comigo e até resolveu entrevistar uma das feminitas que tanto criticam seu trabalho:


Ou seja, feministas são lésbicas que querem botar todos os homens para fazerem os trabalhos que elas não querem fazer. Quem é que é preconceituoso agora?

Liberdade poética

Estou sumido há alguns dias. Não, não entrei em coma alcoólico. É final de período na faculdade e, pra piorar a situação de vocês, e melhorar a minha, andei viajando. Em uma dessas andanças, passei por algo um tanto quanto inusitado e resolvi compartilhar com vocês:


Não é possível que o dono não tenha percebido alguma coisa errada. Ainda prefiro acreditar que ele é escritor e se utilizou da sua liberdade poética. Isso ou ele é analfabeto mesmo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

De mulher pra mulher (7)

Estávamos em pleno São Pedro de Capela quando uma certa menina disse para um colega meu que "ia ali e voltava já". O pato, quer dizer, o lerdo, esperou, esperou, esperou e se não tivesse terminado o show ele tinha continuado lá esperando. Não sei qual foi a história que ela inventou para ele, mas deve ter sido bem parecida com a do namorado da Amanda:

Antes de ir para Capela, me disseram que malandro é o pato que nasceu com os dedos grudados pra não usar aliança, mas depois que voltei, achei melhor mudar essa frase. Besta é o pato que nasceu com os dedos grudados e ainda casa. /fikdik

domingo, 4 de julho de 2010

Não precisa ter medo

Semana passada eu tava na praça perto de casa, esperando um táxi pra ir pro forró caju. Eram umas 11 da noite e não tinha um pé de gente na rua, exceto minha irmã e eu.
Passaram-se uns minutos e nós já estávamos agoniadas, com medo de ficar ali, quando aparece um carro de sabe-lá-merlin a marca porque não entendo disso, os vidros com um fumê extremamente escuro, impossibilitando-nos de ver qualquer coisa no banco traseiro. 

O carro parou ao nosso lado, a mulher no banco de passageiro se virou para a porta:

- ‘cês tão esperando táxi pro mercado, é? – perguntou extrovertida.
- É. – respondi secamente, já olhando o motorista e percebendo que ela tava com uma das mãos para a parte de trás do carro.
- Então...é que meu marido tá levando o pessoal, agora assim...é clandestino.

Aí eu já tava tremendo na base; dei graças a Merlin que o bar numa rua tava aberto e segundos antes tínhamos migrado pra esquina. Olhei o motorista que não tinha cara nenhuma de marido, mas sim parecia um marginal. Ele nem olhava pro lado.

- Ah, não, brigada...minha mãe me mata se eu for assim... ^^”
- Ouxe...kkkk “Precisa ter medo não”!!!!
- É, mas eu tenho.

E não fomos.

No táxi, a caminho do mercado, fiquei pensando em como essa não foi a primeira vez que ouvi essa frase e em como tanto esta quanto suas variantes são ouvidas e ditas por aí, geralmente logo antes de algo doloroso ou ruim acontecer.
  
Situação 1: Consultório médico

A enfermeira, médico ou o que quer que seja sempre diz antes de aplicar aquela injeção que nos deixará com o braço doendo por uma semana. “Precisa ter medo não...não vai doer nada” X)
Conclusão 1: Cacete de agulha.

Situação 2: Motel

É a primeira vez da menina. Ela treme feito vara verde. Nervosa a ponto de querer sair correndo pela rua, sem rumo. O namorado, por sua vez, chega pra ela e diz “Tenha medo não, eu vou devagar...”

Conclusão 2: Pobre garota.

Situação 3: Meio da rua

O cara vai passando com o pit Bull e encontra uns amigos. Eles ficam meio receosos ao verem os dentes e a aparência do animal. O dono, por sua vez, solta: “Pode pegar, tenha medo não, é mansinho”.

Conclusão 3: Só não perdem a mão se a ambulância chegar a tempo.

Situação 4: Copa do mundo.

É, ela não podia ficar de fora. E eis o que aconteceu:
(Dunga ao escalar a seleção) – Confiem em mim, eu sei o que to fazendo! Não precisa ter medo, vamos trazer o hexa!
(Jogo das quartas/ Mick Jagger indo com o filho) – Don’t be afraid, kid...dad is with you! (Não tenha medo, filho...papai está com você!

Conclusão 4: Olha eles aí de vooooooooooooooooooooooolta! \o/

quinta-feira, 1 de julho de 2010

De mulher pra mulher (6)

Nem lembrei de avisar que ia viajar esses dias e ficar sem atualizar. Vocês nem devem ter percebido, pois, devem ter viajado também. A última coisa que vocês iriam querer fazer nas férias iria ser ler o meu blog. Pros que ainda não estão de férias, como eu, desejo boa sorte nesse final de período, vamos precisar. Pra vocês relaxarem, se é que ainda não surtaram, trago até vocês o sexto vídeo da Amanda:

Como é que depois de tantas dicas feitas especialmente para vocês, ainda tem mulheres que não gostam da Amanda? Ô classe desunida essa de vocês...

Em tempo, finalmente ajustei os vídeos da Amanda para eles caberem na tela.