quarta-feira, 30 de março de 2011

Calourada Fest

A Calourada Fest é uma calourada unificada, a primeira feita para todas as universidades, faculdades e cursos de Sergipe.

Dia 15/04 lá na Balada House (Rodovia dos náufragos) com as bandas:

*Thiridon

*Forró da burguesia (participação de Samuel Sertanejo)

*Play Xote

*Pedro Henrique & Gabriel

E a participação da banda D'Brodis.

Ingressos à venda na Farmácia Max, UFS Laranjeiras, comigo ou com um dos organizadores: Azzuis Góes (79) 9988-6804 / 9136-5557 ou Erick Duarte (79) 9956-1170 / 9129-7476.

Concorra a ingressos seguindo o blog, twitter, orkut ou facebook do evento.

terça-feira, 29 de março de 2011

Pensamentos diários

- Moisés levou 40 anos pra chegar na terra prometida porque era homem, se fosse mulher ele tinha orado e pedido informações.

- A Maria Bethânia recebeu autorização para captar R$1,3 milhão para o seu blog. Até que saiu barato, apenas R$ 1.00 por ano de vida.

- Reflita: Por que todo professor diz que as notas só dependem do aluno se é ele que coloca a nota.

- Faculdade é como religião, te falam mentiras para que você compreenda mais fácil.

- A vida social de um aluno de engenharia civil é inversamente proporcional ao período em que ele se encontra.

- "Agora só quem chupa sou eu" - Wesley após dar uma conferida no twitter dos fãs.

- Na UFS, até os arrombadores de carro são de baixa qualidade. De duas uma, reitor, ou melhora a segurança, ou qualifica os marginais.

- Não se sente mais nervoso ou preocupado com o que estão pensando ao seu respeito quando você entra na fila do caixa com uma Playboy? Sente saudades daquele friozinho na barriga? Já se sente o machão? Sai pra comprar a com o ensaio da Ariadna que eu quero ver.

- O médico foi dar a notícia ao jovem de que ele havia ficado paralítico e aproveitou para recomendar um ótimo livro de auto-ajuda: Johnnie Walker.

- Fazer da cunhada, amante, é uma das formas de ter duas mulheres pelo preço de uma sogra. A outra é um ménage à trois com siamesas.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A culpa não é nossa

Nada está tão na moda quanto a preservação do planeta. Tudo que acontece no mundo é culpa do aquecimento que, por sua vez, dizem que é culpa nossa. Os terremotos ficaram mais fortes e constantes, enchentes e tsunamis começaram a se tornar mais frequentes e o calor é cada vez maior. Os cientistas se dividem, mas não chegam a uma conclusão: somos responsáveis ou não? Enquanto eles discutem entre si, escolhi no que acreditar:


A prepotência e a arrogância nos trouxeram até aqui.

domingo, 13 de março de 2011

Sete pecados - Orgulho

Nasci quando o primeiro ser vivo morreu e viverei enquanto houver vida. Nada escapava de mim, tudo que respirava estava fadado a encontrar-se comigo. Não importava quanto tempo iria levar, todos seriam levados por mim até o Styx. Não existia ser vivo que não temesse mais a mim do que a Deus, eu era o mais adorado. Lúcifer era um tolo, não cometi o mesmo erro que ele. Ser o Todo Poderoso nunca foi o meu objetivo, era maior que Ele. Animal ou vegetal, a criação tornava-se efêmera nas minhas mãos, principalmente os humanos. Mortais feitos à Sua imagem e semelhança. Todos eles eram tementes ao desconhecido. Eram. As coisas mudaram.

No meu ramo, existe apenas uma regra que não pode ser quebrada. É ela que mantém a ordem do mundo no seu devido lugar. Se um nome aparece na lista, ele deve ser apagado. Para isso, não importa quanto tempo leve ou o método utilizado, contanto que só o encontre cara a cara, apenas uma vez. Ninguém se encontra comigo e sobrevive. Correm, fogem, tentam se esconder, em vão. Sou onipresente e onipotente. Lenta ou rápida, com ou sem dor, vermelha ou seca, tanto faz, eles devem morrer e eu tenho que me certificar disso. Não fosse a minha soberba, a minha relação com a criação, teria permanecido imutável.

Quando os três nomes apareceram, pensei que fosse ter um serviço simples. Não notei que caminhava para o meu abismo. Decidi levá-los de forma simples, nada muito trabalhoso. Crucifiquei-os no Gólgota, judeus e romanos como testemunhas. Esperei ao fundo, até que o do meio deu sinais de que não aguentava mais. Proferiu suas últimas palavras e olhou-me nos olhos. Ele sabia quem eu era, todos sabem, todos sentem quando encontram comigo. Vi que ele sorria para mim, mas não dei valor. Cada um expressa o medo da forma que quer. Fez a parte dele quando deu o último suspiro, fiz a minha quando caminhei até ele e perfurei-o com a minha lança.

Três dias depois, o nome dele reapareceu na minha lista. Iezus Nazarenus estava vivo novamente. Ele me vencera, morreu como mortal para que eu não notasse. O filho do Criador veio com a missão de mostrar quem estava no poder. Os humanos perderam o medo, tornaram-se tementes à Deus. Levá-los não é mais tão prazeroso, arrependem-se e confortam-se com as suas orações. Porém, as palavras estão perdendo o sentimento que havia por trás delas. As criaturas estão próximas de me vencer. Me dão mais trabalho para levá-los embora e, quando não mais conseguir levá-los, a quem temerão?

quarta-feira, 2 de março de 2011

O ser humano precisa morrer

Os primeiros homo sapiens caminhavam pela face do planeta por no máximo quarenta anos. Eram tempos difíceis. Entretanto, sobrevivemos e evoluimos. Aldeias viraram povoados, cidades, nações, países, não podíamos parar. Nada freia o crescimento do homem. A seleção natural e o controle de natalidade eram feito pelas guerras e pelas doenças, mas isso tudo ficou no passado. Vivemos um tempo de relativa paz e, se não podemos curar, ao menos prolongamos o inevitável. Alteramos o nosso destino.

A expectativa de vida do ser humano nunca foi tão alta. Criamos vacinas e remédios para curar as nossas doenças, descobrimos formas de evitar acidentes e nos proteger, enfim, aprendemos a cuidar de nós mesmos para que o nosso tempo na Terra se prolongue. Cada ano que passa vem cheio de novas pesquisas e avanços que nos ajudarão a adiar a morte, única certeza que temos na vida. Os cientistas estão otimistas, chegaremos fácil e com vitalidade aos cem anos. Mas não deveríamos.

Com menos pessoas morrendo e mais pessoas vivendo por um tempo maior que o esperado, acabaremos superlotando o nosso planeta. As previsões indicam que, em algumas décadas, o planeta atingira a sua capacidade máxima, ou seja, se já temos milhares de famílias morrendo de fome no mundo, se continuarmos do jeito que estamos, poderemos ter milhões ou até mesmo bilhões de famílias nessa situação. Viveremos mais, mas mão melhor.

A verdade é que temos medo de envelhecer e morrer. Tratamos a velhice como uma pandemia e queremos vencer a morte. Claro que temos o direito de chegar aos oitenta com saúde e disposição, porém, devemos nos conformar que a vida nada mais é do que uma renovação. Para que algumas pessoas nasçam, outras devem dar lugar a elas. É convivendo com a certeza de que amanhã poderemos não estar mais aqui que vivemos cada dia como se fosse o último. Podemos até não ter corpos imortais, mas vivemos eternamente na memória daqueles que ficam.