Mostrando postagens com marcador D'oh. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador D'oh. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de julho de 2014

La sirena di Napoli

Andava sem rumo pela cidade até que encontrou o mar. A beleza de Roma ofuscava ainda mais os segredos a serem revelados em Nápoles. Todos as estradas levam a Roma, nenhuma delas deveria sair. Seu corpo chegou na costa, entretanto, seus pensamentos haviam sido aprisionados em uma velha moeda de euro. Seus desejos repousavam no fundo das claras águas da Fontana di Trevi.

Foi retirado do seu limbo particular por um riso angelical. Seus olhos percorreram o horizonte para encontrar uma deusa no meio dos homens. Nem mesmo a Capela Sistina poderia se comparar em beleza, nem provocar tamanha impressão. A arquitetura do Panteão invejaria sua perfeição.

A mais bela criatura a pisar na terra fez com que parasse. Ela sabia que ele a encarava, estupefato. Seu sorriso malicioso e os olhos de Capitu agora o puxavam para mais perto. Se sentia sugado pelo vácuo entre eles.

Se sentou na muralha que separava a terra e o oceano. Seus ondulados cabelos castanhos ondulavam em sintonia com o mar. Olhos fechados. Foi quando ele ensaiou dar o último passo em sua direção que ela mergulhou na salgada água deixando apenas bolhas para trás.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

E o salário ó (2) - Observação

Não adianta, não importa a quantidade de horas que você levou para se preparar para dar uma aula, sempre há surpresas. O ser humano é imprevisível e você está ali para lidar com vários. Você pode falar sobre o mesmo assunto e discutir o mesmo tópico, mas a reação de cada aluno vai ser única, por isso cada turma é diferente. São essas experiências, pensamentos e histórias variadas que dão cara e ritmo à aula.  É esse mistério, essa incerteza, que me fazem gostar tanto de ensinar, mas também é o que mais me assusta.

Dar aula é como jogar roleta russa. Cada vez que o aluno levanta a mão dar sua opinião ou contar alguma história, você, no fundo no fundo, sente uma pontada de desespero e pede, encarecidamente, para que não seja nada demais e que não interrompa muito a aula. Reza para que aquele cartucho não seja o carregado. E não adianta tentar adivinhar quem irá te tomar a atenção e o tempo , pois é de onde menos se espera que a bala vem. A carinha de anjo ou a personalidade séria apenas maquiam a mente criminosa que há por trás.

Estávamos conversando sobre os tipos de livro preferidos e os livros favoritos de cada um. Uma que gosta de romances e dramas, outra que tem nos mistérios a sua preferência, gente que lê qualquer bom livro, e até mesmo gente que não gosta ou não sabe ler. Foi quando estávamos terminando de falar sobre grandes autores de mistério , que notei o braço apoiado na mesa e o dedo levantado. Não estava apontado para mim, mas podia atirar a qualquer momento:

- Alguma dúvida?
- Não, só queria fazer uma observação. - pensei que ela fosse dar uma de chiquinha.
-Pode dizer, doutora. - ainda dei asa pra essa imaginação.
- É porque eu gostaria de dizer que quero ter uma gata e que o nome dela vai ser Christie.

Eu já tinha dado a observação dela como encerrada e já me preparava para mudar a pergunta quando ela concluiu:

- A gata Christie.

*

É depois de uma dessa que a gente deveria poder pedir a conta e voltar para casa. A única observação que tenho a fazer é que o pior de tudoi foi ter sido engraçado.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Parabéns

Entraram as duas, mãe e filha. Ambas preocupadas, ambas apreensivas. Cumprimentaram o médico e sentaram-se nos seus respectivos assentos, sendo a mais velha apenas a acompanhante. A essa altura, já sabiam de cor e salteado toda a história que começara quatro meses antes no Carnaval, mas contaram mesmo assim, na esperança de que essa fosse a última pessoa a escutá-las.

As duas filhas ficaram doentes. Uma melhorou, a outra não. Mesmo assim, continuou medicando os mesmos remédios. Oras, se foi bom para uma, havia de ser bom para todas. Entretanto, nenhum funcionou. Eram dores, enjoos e náuseas, que iam e vinham sem aviso prévio. Senhora sempre muito religiosa, devota de muitos santos, rezou todas as orações que sabia e nada. Como saúde é coisa séria, não teve jeito se não marcar uma consulta. Foi aí que teve inicio uma bateria interminável de exames.

Verdade seja dita, ninguém sabia o que dizer. Já tinha feito vários exames, mas nada parecia se encaixar no quadro clínico. No exame anterior, achou que descobririam a causa e, mais uma vez, criou esperanças que logo foram destruídas. Fizeram uma tal de pesquisa de bactéria, como se bactéria alguma tivesse tempo para responder questionário. O médico então decidiu pedir uma ultrassonografia abdominal total. O que quer que estivesse ali, teria que aparecer.

Depois de escutar a história, pediu que levantasse a blusa para que ele pudesse espalhar o carbogel. Começou o exame sem saber ao certo onde procurar, mas estava procurando uma agulha no palheiro. Resolveu buscar mais informações:

- Desculpe a pergunta, mas a senhorita tem uma vida sexual ativa? - perguntou sem nem tirar os olhos da tela.
- Como? - entendera a pergunta, mas não queria acreditar que ela estava sendo feito. Pode ver sua mãe empertigar-se na cadeira pelo canto do olho.
- Vida sexual, a senhorita tem? - já nem piscava de tanta atenção que prestava.
- Não. 
- É virgem ainda? - a indiferença agora transparecendo.
- Com certeza.
- Ela é religiosa como eu, doutor.
- Sei, sei.

Continuou olhando por mais alguns instantes e sorriu. Tirou os óculos e prosseguiu:

- A senhora tem filhos?
- Não, apenas duas meninas, essa e a outra que tava doente.
- E netos?
- Não.
- Parabéns, o primeiro tá aí, tem quatro meses e é um menino. 

*
Depois ficou pensando se não teria sido mais engraçado dizer que era o novo messias.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Teste de nivelamento

Estávamos todos reunidos na casa dos meus avós. Meu tio que mora em Salvador estava aqui também, o que implica alguma data comemorativa, só não recordo qual. Esperávamos esse mesmo tio voltar do aeroporto com o filho para que pudéssemos começar a almoçar. Assim que ele chegou, nos espalhamos pela mesa, móveis e sofá para comer. Quem almoça em casa de vó no final de semana sabe bem como é: nunca falta comida, mas só os mais velhos e os mais rápidos têm bons lugares para comer.

O meu primo estava, depois de um ano, voltando do seu intercâmbio no Canadá. Como ele não mora aqui, não temos muito contato, mas uma viagem dessas não se guarda para si, então, eu e Augusto sentamos à mesa para escutar as histórias que Breno tinha para contar. No meio da conversa, fomos interrompidos pelo meu avô que já chegou abrindo espaço para sentar entre os outros dois:

- Dê uma licencinha aqui, meu filho, pro seu avô sentar - disse ajeitando a cadeira de forma que os dois pudessem se olhar com ele no meio-, quer dizer que você agora sabe falar o inglês?
- É, vô, deu pra aprender algumas coisas - disse Breno já meio sem jeito-, mas ainda tem muita coisa pra aprender.
- Sei, sei...Augusto tá fazendo um cursinho aqui, quero ver você falando aqui com ele pra gente ver se tá valendo à pena.

Os dois ficaram ali, parados, apenas olhando do outro para o meu avô, ambos achando que era tudo parte de alguma brincadeira dele. Até que perceberam que o coroa estava falando sério. Ainda encabulados, engataram uma conversa sem muitos rodeios, respostas simples e diretas. O velho Eurípedes acompanhava a conversa com o olhar e os braços cruzados. E ali do lado só rindo, admirado que o meu avô conseguia acompanhar tudo. Queria saber se os dois estavam mesmo dominando o idioma. Quando viu que os dois já estavam diminuindo o ritmo da conversa, interrompeu novamente:

- Pronto, tá bom. E aí Breno, seu primo tá sabendo falar direitinho?
- É, só tá precisando melhorar algumas coisas, mas fora isso tá tudo certinho.
- E você, Augusto, me diga aí o que foi que você entendeu da conversa com seu primo.
- Rapaz...ele tava me contando como eram algumas coisas lá no Canadá e me falando um pouco da viagem.
- Foi mesmo? Certeza? Eu escutei ele falando mais um monte de coisa...
- Resumindo foi isso, mas o senhor entendeu a conversa pra tá sabendo que faltou algo, foi?
- Meu filho, e eu lá entendo porra nenhuma dessas coisas. Vocês falaram um monte de coisa aí e depois você veio querendo me enrolar com uma resposta sapecada.

E foi assim que eu descobri que o meu avô não entendia nada da língua inglesa, mas que tinha experiência de sobra pra saber que estava sendo enrolado. Os três ali tinham uma boa fluência, mas ele era o verdadeiro mestre.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sete pecados - Inveja

Nasceram juntos, mas a natureza não permitiu que nascessem ao mesmo tempo. Primeiro surgiu Eduardo, depois veio Marcelo, seguiu-se o primeiro choro de ambos e depois a paz, por último, apenas a discórdia. O caçula nunca aceitaria o fato de não ter sido o mais velho.

Desde pequenos, as brigas fizeram parte da rotina dos gêmeos. O primogênito sempre vítima, moleque calmo que vivia sendo perturbado pelo irmão. Marcelo fazia isso para magoar o coitado e atrair a atenção dos pais toda para si. Via os seus planos irem por água abaixo quando todos ficavam contra ele. Essas frustrações não o desanimavam, apenas alimentavam seu espírito vingativo.

A cobiça começou a tomar conta da sua cabeça. Dia e noite, noite e dia, até o seu último suspiro. Mesmo sendo gêmeo idêntico do Eduardo e ter ganho as mesmas coisas, queria ser bonito, bem vestido, falar inglês, ter vários amigos e namorar as mais lindas como o irmão. Seguia os passos dele na tentativa de mostrar que conseguia fazer melhor. Chegou ao ponto de nem conseguir mais concentrar-se direito, apenas pensando nele. A única certeza era a de que só sossegaria ao final do último suspiro do mais velho.

Aconteceu quando estavam morando juntos e fazendo faculdade fora. Dudu saiu primeiro e voltaria apenas na hora do jantar. Assim que ele saiu, a Oportunidade bateu na porta do apartamento e Marcelo decidiu que estava na hora de deixá-la entrar. Confabularam por alguns instantes e resolveram envenená-lo no jantar. Compraram tudo do bom e do melhor, preparam um jantar belo, gostoso e letal. Em algumas horas estaria tudo resolvido. E se resolveu.

Quando entrou no apartamento, percebeu que havia algo estranho, estava quieto demais. Correu até a cozinha para encontrar o seu gêmeo morto no chão. A boca e o prato sobre a mesa ainda cheios. Depois da autópsia e de terminada as investigações, conclui-se que Marcelo não se conformara com um jantar tão bem preparado apenas para o irmão e resolveu comer antes que ele chegasse. Na volta para casa, lembrou dos momentos que passaram juntos e da força de vontade que ele tinha para superá-lo. Sentiu inveja.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A culpa não é minha

Hoje só amanhã pessoal. Estou na casa do meu primo e a situação aqui é tensa e dramática. Vou dizer os motivos:
  1. O teclado é ruim de digitar e você tem que apertar forte pra escrever, o que acaba limitando a minha velocidade.
  2. O mouse é um saco.
  3. A net é leeeeenta e não me deixa pegar as fotos que já tenho guardadas em casa.
  4. Estou com uma dor de barriga que está me matando. Pelo menos eu me fartei de pizza e não me arrependo nem um pouquinho.
Agora, me deixem em paz até amanhã porque hoje a minha noite é de rei.

Provavelmente escreverei sobre dois temas amanhã. Aguardem.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Esse é Luan:

Me mata de vergonha, esta criança u.u

Como já tinha dito antes que seria uma foto engraçada dele, não é muito difícil descobrir qual deles é ele. Essa foto foi tirada na gincana do colégio dele. Para os que ainda estão na dúvida...sim, ele é o mongol de samba canção e peruca rosa na cabeça. Vocês devem estar pensando "Ah, mas era gincana". Pff, que nada. Vira e mexe ele aparece assim nos lugares mais inusitados.

Desde criança ele já demonstrava o gosto por se vestir de forma "diferente". Fomos criados como irmãos e sempre fizemos a maior parte das coisas juntas. Como eu sei que vocês vão comentar algo do tipo "huuumm, tudo juntooo aiaiai uiuiui", já vou logo dizendo que ele é o passivo.

Tudo começou em um aniversário meu lá em 1900 e lá vai pedrinhas. O aniversário era do Batman e eu, claro, tinha a roupa do batman. Eu gostava mais dos power rangers, mas já tinha sido o tema da festa anterior. Lá estava eu com a minha máscara do Batman, a armadura do Batman, o cinto de utilidades do Batman, a calça do Batman e a capa do zorro, pelo menos a cueca era minha mesmo. Eis que surge Luan com a máscara e a armadura do Batman e um short preto acima do joelho. Na hora, nem devo ter notado ou percebido, mas vendo as fotos antigas, eu ri litros com elas. Eu fazendo umas poses de luta do Batman e Luan lá parecendo um robin saido de filmes preto e branco.

Avançamos agora para 2000 e pipoca, ano em que ele passou o carnaval em Olindina, interior da Bahia. Esta criatura me mostrou fotos dele vestido de mulher por lá. Peguem o travesti mais feio que vocês conseguirem e mesmo assim não vão consigar imaginar ele de maquiagem e em trajes mínimos. Pior é que ainda tinha direito a biquinho.

Pena eu não ter as outras fotos aqui agora, mas vou dar uma procurada e fico devendo. Põe na conta do Abreu, se ele não pagar...se fudeu.

Desculpem fazer vocês virem aqui ler essa porcaria mal escrita e ainda por cima ver meu primo de samba canção. Prometo um post polêmico sobre crepúsculo amanhã. Até lá, vejam pelo lado bom, ele podia estar usando a samba canção do pooh ou a do garfield. Acreditem, vocês não querem ver isso. Ou não.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Explicações

Já tinha recebido algumas reclamações, mas ainda estava em busca de um template que fosse mais a minha cara e a cara do blog. Pra ser bem sincero, nem tinha procurado muito porque estava meio sem tempo. Hoje recebi mais uma dessas críticas e, como tinha um pouco de tempo livre, resolvi tomar vergonha na cara e procurar. Não é que eu achei um bem legalzinho? Só que tive problemas com ele e resolvi mudá-lo depois, com a ajuda de um amigo. Por hora, troquei as cores do blog pra facilitar a leitura.

Espero estar com um visual novo e melhor para o blog até o final da semana. Ainda hoje posto uma foto do meu primo e falo um pouco sobre ele. Posso antecipar que ele me mata de vergonha.

Voltamos à nossa programação normal.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Morte aos pombos

Hoje tinha planos de escrever sobre outra coisa, mas essa outra coisa vai ter que ficar pra amanhã. Meu ódio por pombos é maior e mais forte.

Primeiro vamos estabelecer o que são pombos. Pra mim essas criaturas são pessoas que em vida nunca tiveram a oportunidade de sacanear outro ser humano e reencarnam só para isso. Esses pequenos miseráveis são odiados pela maior parte da população mundial. Ou você já viu alguém criando pombos?

Pombos nada mais fazem do que transmitir doenças, comer migalhas e cagar pelas cidades. Nem o canto desses infelizes é bonito. Eles nem cantam! Você já viu alguém chamar outra pessoa de pombo no meio de um elogio? A resposta é não e sabem por quê? Porque você só usa pombo ou pomba pra xingar ou dizer que a pessoa é lezada.

Vamos pensar aqui comigo. Crianças gostam de animais, certo? Mas você já viu alguma delas chegar para a mãe ou para o pai e pedir um pombo de presente de aniversário/natal/dia das crianças/cosme e damião/dia das bruxas/dia da árvore/dia do índio? Eu sei que você não viu. Crianças não gostam de pombos. Pombas são animais diabólicos que andam em grupo para atacar e roubar a pipoca das pobres criancinhas.

Acho que ela não está se divertindo...só acho.

Esqueçam aquela imagem do casal de velhinhos que caminha no parque, senta no banco e joga pipoca ou migalhas de pão a um comportado grupo de pombos. Esqueçam também o casal apaixonado que vai fazer piquenique e jogam as migalhas para os pombos. Isso só acontece em filmes onde depois de receberem migalhas os pombos começam a cantar e fazem uma dancinha. Na vida real, é isso que os sacaninhas fazem, um verdadeiro arrastão:

Perdeu playboy.

Vocês devem estar se perguntando o motivo de tanto ódio. Explico. Hoje de manhã fui pegar o carro que ganhei dos meus pais lá na concorde. Um celta limpinho, preto, novinho e limpinho pra chamar de meu. Voltei para casa todo pimpão e serelepe. Quando cheguei em casa, resolvi deixar o carro do lado de fora, pois, não sabia se minha mãe já tinha saido de casa e não queria impedir a saida dela. Estacionei e subi. Ao chegar em casa, vim vadiar um pouco no pc enquanto esperava minha mãe chegar pra ir mostrar o carro. Esse intervalo de tempo não foi nem de duas horas. No momento em que cheguei na porta do motorista para abrir e mostrar o interior, notei uma mancha na parte de cima do carro. Uma olhada mais de perto foi o bastante pra confirmar que aquela merda -com o perdão do trocadilho- era côco de pombo. Desde agosto eu dirijo, sempre deixei o carro da minha mãe e do meu pai do lado de fora, mas nunca, eu repito, NUNCA um pombo cagou no carro. Filhos das pombas invejosos. Se você encontrar um, corra, eles não andam só. Estão só esperando pra te pegar numa armadilha. Fikdik.

Fica aqui registrada a minha raiva.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tá de sacanagem,né?

Parece brincadeira, mas ontem eu peguei a revista Veja dessa semana pra dar uma olhada e acabei encontrando o post de hoje. Antes de começar a palhaçada, gostaria de deixar bem claro que eu não gosto da Veja por dois simples motivos:
  1. Não estão mais trazendo textos do Millôr na revista.

  2. Ela é tendenciosa, tal qual a nossa querida rede Globo.

Assim como a Globo, por mais que ela seja tendenciosa, eu acabo dando uma olhadinha de vez em quando. Ela até que tem umas matérias interessantes de vez em quando, mas nada de super - com o perdão do trocadilho. Nas primeiras páginas da revista sempre aparece uma pequena entrevista com alguma personalidade. Não, não estou falando das páginas amarelas, é uma menorzinha que antes se limitava a uma pequena coluna. Acontece que, o jornalista que faz essa entrevista tem um humor bem parecido com o meu, ou seja, politicamente incorreto com um leve toque de limão. Geralmente, as pessoas que são entrevistadas acabam falando besteira e, o repórter, faz com que elas continuem falando suas asneiras. Às vezes ele até faz perguntas capciocas que levam os entrevistados a cometerem verdadeiros assassinatos mentais.

Bom, depois das crônicas de Millôr e das frases da semana, que sempre trazem uma pérola, essa entrevista é o que deixa a Veja atraente aos meus olhos. Como ela não está mais trazendo as crônicas, eu fui direto para a entrevista. Vamos combinar que eu esperava dar um sorrisinho de leve, mas nunca pensei que ela viraria tema para um post. O pior não foram as perguntas, mas a pessoa que foi entrevistada.


Nessa idade e ainda acredita em saci?

Conheçam Robson Moreira, presidente da Sociedade dos Observadores de Saci. Tá difícil de acreditar? Vou repetir. Este é Robson Moreira, presidente da Sociedade dos Observadores de Saci e entrevistado dessa semana da revista Veja. Agora, ponham-se na pele desse jornalista. Sexta de manhã o seu celular toca, é o seu chefe. Você loga se desperta e atende o telefone pra saber quem você terá que entrevistar:

- Bom dia, patrão. Quem será o azarado que eu irei sacanear na entrevista dessa semana?

- Ah, quanto a isso precisa se preocupar não. Esse você não vai precisar sacanear - você escuta risadas vindo do outro lado do telefone, muitas risadas.

- Como assim? Não precisa sacanear?

- Não - as risadas agora estão mais altas. Esse já veio sacaneado. Você vai entrevistar o presidente da Sociedade dos Observadores de Sacis.

- Ta de sacanagem,né? Mais fácil que isso só se eu fosse entrevistar a Carla Perez.

Esse deve ter sido o trabalho mais fácil da vida dele.

Eu sei que não precisa mais de diploma pra ser jornalista, mas ta na hora de voltar à entrevista. Vejam vocês que ele não só acredita em sacis, mas que também divide o carro com um saci chamado Miçanga, não é legal? E pra vocês verem que a gente sempre tem algo novo para aprender, eu que achava que os dribles do Garrincha e do Robinho eram talento, descobri que eles nada mais eram que mágicas de saci. Eu acho que pra aprender todo esse conhecimento sobre saci que ele tem, só fumando muito cachimbo. Querem saber do que mais? Bons tempos aqueles em que mágica era transformar água em vinho.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Bronca da bronca

Vou explicar logo o motivo de não ter postado ontem. Sábado foi o casamento do meu primo e eu saí de lá na hora que os noivos também foram embora. Sai de lá para deixar meu outro primo em casa...apenas salvo, o são fica pra outro dia e depois ainda fui deixar rosas na casa da minha namorada. Cheguei em casa lá pras 6:50 e ontem só acordei lá pras sete da noite. O fato é que eu já tinha uma ideia pra postar ontem, mas tava sem saco. Não sei se para alegria ou para a tristeza de vocês, eu li uma revista ontem e me deparei com alguns absurdos e resolvi mudar o tema do post.

Acho que todos aqui conhecem aquelas revistas de fofoca,né? Elas dispensam apresentações. Fato é que, algumas delas, trazem matérias sobre sexo. Venhamos e convenhamos que quando o assunto é sexo, sempre tem alguma coisinha legal pra aprender, a não ser que você goste de fazer apenas em uma posição. Bom, cada um com seus gostos. Ontem eu peguei uma dessas revistas pra ver se tinha algo interessante - não tinha - e acabei topando com duas coisas interessantes.

A primeira foi a pergunta de uma leitora. Tá, eu sei que existe liberdade de expressão e blá blá blá se não fosse por ela eu já tinha sido preso ou forçado a parar de escrever e blá blá blá, mas se tem uma coisa com que eu me irrito é com a idiotice alheia. Quem diabos pergunta uma coisa tão óbvia? Eu não iria aguentar não, responderia com o maior sarcasmo possível:


- Não é possível, não importa como você irá se vestir ou tentar esconder, ladrões são sensitivos e tem visão de raio-x. O que você pode fazer é ir pra cima e tentar tirar a arma da mão dele ou tentar seduzí-lo. A depender da boa vontade do assaltante, existe a possibilidade de você resolver tudo no par ou ímpar ou no pedra, papel e tesoura, em uma melhor de três, claro. Depois de uma dessa as pessoas iriam pensar melhor no que iriam perguntar. Ou não.

A outra foi na parte da revista em que as pessoas mandam cartinhas e e-mails pra revista pra elogiar, comentar e/ou criticar matérias. Eu sempre leio as besteiras que as pessoas reclamam e sempre é besteira, mas quando o assunto é sexo eu não consigo ficar calado. Primeiro porque acho hipocrisia e segundo porque as pessoas fazem mais sexo do que tricô.

Vou apenas comentar brevemente o comentário dela para depois tirar minhas conclusões.

Quando você compra uma revista, um livro ou jornal, você não escolhe o que vai ler e nem sempre tudo te agrada ou as ideias batem com a sua. Se você não gosta, tem quem goste, até porque foi a pergunta de uma leitora que estava sendo respondida. Mesmo que só essa leitora tivesse interesse, os maridos das outras devem ter comprado pra ver se a mulher não aprendia. Como ela mesma disse, a revista é educativa. O que a revista está fazendo mesmo? Ah é, ensinando a fazer striptease. Fora que amor e sexo andam juntos, tem essa de separar não.

Agora vamos à parte que eu mais gosto. Eu gostaria que vocês refletissem comigo e me ajudassem a descobrir o problema dessa mulher:

a) Ela é mal amada.

b) O marido não dá mais no couro, pelo menos não no dela.

c) Pra ela, sexo é só fechar os olhos e abrir as pernas, o resto é mágica.

d) Ela está dentro do grupo de mulheres brasileiras que não sentem orgasmos durante as relações.

e) Pra ela, preliminar é a partida que acontece antes do evento esportivo principal.

f) Todas as alternativas anteriores.

Eu fico com a letra f, e vocês?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

D'oh

Ontem eu cheguei tarde em casa, dui dormir tarde e consequentemente acordei tarde. Não fui pra aula de cálculo I que, por sinal, foi uma das duas matérias que eu perdi no período passado. Bom, como eu não queria ficar com peso na consciência, o que foi que eu fiz: passei a manhã estudando.

Período passado em cálculo eu não fui pras aulas e a professora não colaborou muito comigo. Traduzindo, eu ia pro bar jogar dominó e na hora da prova não conseguia colar nada. Foi vagabundagem mesmo, mas nesse período eu quero compensar e passar em tudo. O assunto que eu to vendo agora, pra mim, é novo. Nada do período passado de cálculo ta me ajudando agora, mas eu vou pras aulas e presto atenção. Juro. Fato é que eu sentei na mesa pra estudar.

O livro que eu tenho dá o gabarito das questões ímpares, mas não das pares. Adivinha quais eu não sabia fazer. Errou quem disse as pares. Nem vá se animando porque errou quem disse as ímpares também. Calma pessoal, só pra quebrar o gelo. Esse livro é tranquilinho e eu até estou me saindo bem em cálculo. O problema foi que o livro mostrou um problema resolvido que por mais que eu tentasse acompanhar a lógica, o meu resultado dava diferente. Passei um tempão aplicando tudo que era propriedade que me vinha na cabeça.





Eu sei que isso também acontece com você.



Quando eu cheguei na etapa da falta de esperança, eu desisti e parei um pouquinho. Vim olhar os comentários no blog, recados no orkut e olhar as mensagens que haviam me deixado no msn. Dentre uma delas, tinha a de um colega meu perguntando se era mais barato tirar xerox do lado de fora da UFS. Na hora me deu sede e eu fui fazer um nescau pra mim, mas quando eu voltei eu lembrei que o meu livro era xerox. Voltei para a sala e peguei o livro. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que justo nessa página tinha alguns borrões sobre os sinais de subtração que deixaram eles parecidos com sinais de soma e que eu, por estar com um puta sono ainda, não tinha visto. Depois que eu percebi isso eu consegui encontrar a resposta. Na minha cabeça eu só escutava Ivo dizendo "Mas é lerdo, viu?".

Prefiro nem comentar u.u

Em tempo, nos comentários do post passado pediram para que eu falasse sobre a infância de hoje em dia e tal. Como eu sou bem democrático, quem manda aqui são vocês e o dia das crianças está chegando, até o final do feriado eu farei um post sobre isso. Ademais, hoje já é sexta-feira, então, dirijam com cuidado.