quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Medo
Olhou para trás a tempo de ver o medo correndo em sua direção, mas não permitiria ser alcançado. Mente e corpo inebriados com a sensação de poder, nada tomaria aquele momento das suas mãos. Era o Alfa e o Ômega. Senhor de si.
Imaginou quantos haviam percorrido aquele mesmo caminho e sentido aquele êxtase, para, então, emergirem vitoriosos. Tum tum. Despiu-se de toda a vaidade que vestia. Tum tum. Lembrou de tudo que enfrentara nos últimos seis meses e que o levaram até ali. Tum tum. Pensou na família que estava em contagem regressiva para a sua volta. Tum tum, tum tum. Calculou rapidamente quantos metros o separavam da água e chutou quantos mais o separariam do fundo. Tum tum, tum tum. Sentiu o vento frio tentando desviar a sua atenção enquanto o medo se apoderava do seu corpo. TUM TUM TUM TUM.
Esqueceu o motivo de estar ali. Tinha medo de altura, de morrer, de ir sem dizer adeus, de deixar a família triste, de não deixar herdeiros ou um legado. Fazia graça para esconder o desespero. Queria desistir, mas o corpo continuava. Cruzou a grade da ponte e sabia que não poderia retornar. Desistiu de resistir.
Olhou para baixo e experimentou o sabor de adrenalina do medo. Ainda assim, sentiu se mais corajoso do que nunca. Um. Continuaria vivo para rever todos. Dois. Se formaria para mudar o mundo. Três. Dominar para não ser dominado. Fodeu, puta que pariu.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
10 maneiras de tomar (ou não) uma advertência
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A maior burrice da vida
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Sete pecados - Avareza
A primeira atendente foi logo dizendo que não tinha pão de três queijos. Esse era o sinal para que fosse embora, mas a fome era grande. Ficou. Parmesão e orégano no lugar dos três queijos, carne e queijo prato de recheio. Esquenta? Sim, quem é que come sanduíche frio? A segunda atendente alertou sobre a falta de cebola. É, tomate tinha, mas a cebola que tanto gostava estava em falta, bem como a maionese e o cookie tradicional. Teve que se contentar com o que tinha. Vida de merda. Onde estão os direitos humanos na hora que mais precisamos deles? Todo ser humano deve ter direito a um sanduíche digno do seu paladar após um dia cansativo, mas a fome falou mais alto.
Ao sair, escutou uma voz desconhecida e cansada pedir por um trocado. Mal fez questão de olhar. A voz continuou acompanhando-o até o carro. Qualquer ajuda servia, pelo amor de Deus. Não estava ali porque queria, era professor de inglês com quarenta e cinco anos de estudo. Se a situação fosse outra, se o local fosse outro, se a pessoa fosse outra e se ele mesmo não fosse professor de inglês, talvez aquela voz o tivesse convencido. É certo que professor não ganha muito, mas daí a ser morador de rua já é uma outra história. Abriu o carro sem nem ao menos olhar para o ser humano ao seu lado. Não era seu problema, a culpa era do Estado que deixou aquele indivíduo nas condições que se encontrava. A vida é uma merda, mas cada um cuida da sua. Foi quando a voz desistiu que tudo mudou. Com um sotaque de fazer inveja a muito americano, agradeceu pela atenção e disse para dirigir com cuidado. Virou para olhar o homem que estava ao seu lado.
Ali estava a figura de um homem franzino, de pele castigada e voz rouca de locutor de rádio. Sentiu pena, queria ajudá-lo. Por sorte, ele carregava consigo uma quantidade boa de currículos. Foram até a porta da lanchonete pegar um e, lá mesmo, conversaram sobre as desventuras que o levaram até ali. A ida aos Estados Unidos ainda jovem, a família que se desfez, a família que fez por lá, a separação dos pais, o câncer do pai, a vinda para o Brasil, o trabalho num navio, as amizades e os cursos que fez, a mulher que amou e a que o traiu, o azar de ter o seu mundo tomado das suas mãos. Vida de merda, mas não mais a sua, a daquela pessoa à sua frente. O que era comer um sanduíche diferente comparado a não ter o que comer? Ter pouco tempo e muito trabalho com muito tempo e nenhum trabalho? Os seus problemas com os problemas dele? Deixou o dinheiro que tinha trocado, era pouco, porém um começo. Um começo que aquele exemplo de vida não queria aceitar, preferia que ele apenas entregasse o seu currículo.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Teste de nivelamento
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Vestibular

terça-feira, 4 de outubro de 2011
Tempos de escola - Coordenação
A profissão de coordenador é a de engenheiro e a de mestre-de-obras da área de humanas. É ele que tem que interagir com os alunos e resolver os problemas deles. Como se não bastasse o fato de não se ter reconhecimento, estudante não é raça que preste. Faz amizade, mas na hora de fazer besteira não lembra que além de amigo, existe ali um profissional ao qual ele deve ser submisso. Bati muita boca com as coordenadoras até o ensino médio, às vezes com razão e às vezes sem, mas tudo isso acabou no 2º ano com a chegada de Lívia.
Ela é do tipo de pessoa que tenta ser amiguinha de todo mundo distribuindo sorrisos, mas que pelas costas só te passa rasteira. Era uma agente infiltrada pra acabar com a nossa alegria. Todos os dias ela ficava na portaria dando bom dia para os alunos, fato que sempre me fez crer que a tinham contrado para a função errada. Por educação, a gente respondia pra que ela se sentisse útil ali. Entretanto, as pessoas não têm a mesma paciência. Algumas têm mais, outras menos e outras simplesmente não têm. Esse último caso era o do Alexandre.
Todos os dias ela o cumprimentava assim que ele chegava e duas coisas aconteciam, ou ele passava direto ou dava uma resposta nela. Era sempre a mesma coisa:
- Bom dia, Alexandre!
- Só se for pra você.
O pior é que ela não desistia ou reclamava, mas, um dia, a paciência dela se esgotou com ele:
- Bom dia, Alexandre...Alexandre, eu disse bom dia, deixe de ser mal-educado e responda.
- Minha amiga, mal-educado eu vou ser no dia que te responder.
Sabem aquele ditado que diz que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura? Foi desse dia em diante que eu percebi que existem pedras que é melhor você deixar virgem.
sábado, 30 de julho de 2011
Dia dos namorados
Meu presente do dia dos namorados poderia ser considerado normal se fosse dado por outra pessoa, mas não por mim. Pela primeira vez, depois de vários namoros, iria dar e usar um anel de compromisso. Como esse seria um momento histórico na minha vida, resolvi que não deveria simplesmente me ajoelhar ou entregar assim, sem mais nem menos. Bolei todo um plano, liguei para várias pessoas e procurei muitas lojas. Tudo em segredo, sem deixar pistas. Estava tudo planejado e quase tudo pronto quando recebi uma notícia que mudaria muita coisa.
O aniversário do primo dela ia ser no domingo, dia dos namorados. Lá eu iria fazer uma surpresa para ela, mas o aniversário foi adiado porque disseram que comemorar antes dava azar. Azar pra mim,né?! Na mesma hora, bolei um outro plano que, no começo, pareceu impossível. A autorização que precisava do shopping me foi negada, regras da empresa. Para a minha sorte, Aracaju é uma cidade relativamente pequena e funciona na base do cqc: conhecer quem conheça. Com apenas uma ligação, superei o último obstáculo. Agora era só correr pro abraço. Literalmente.
Quem passou pela praça de alimentação nova do Shopping Jardins no dia 12/06/2011 deu de cara com uma pessoa fantasiada de coelho. Esse coelho era eu. É, coelho. Nada a ver com o dia dos namorados, mas era isso, a Hello Kity ou a Moranguinho. Fiquei na frente da lojinha de balas, assim, pensariam que eu trabalhava lá. Durante duas horas, fiquei dentro de uma fantasia que mais parecia uma estufa. Dancei e brinquei com quem passava, coloquei crianças no colo e tirei fotos, distribuí beijos e abraços, minha namorada passou por mim duas vezes e não me reconheceu. Me diverti e aproveitei todo o conforto que o anonimato me proporcionava.
Foi quando vi minha namorada e os meus cúmplices sentados, que peguei o bouquê que estava escondido e a caixa do anel e fui pulando e dançando até onde eles estavam, me ajoelhei, tirei a cabeça da fantasia e entreguei os presentes. Enquanto a praça de alimentação inteira batia palmas, filmava e tirava fotos, e ela resolvia se sorria ou chorava, perguntei se estava disposta a me aturar pro resto da vida. E não é que ela aceitou?
Algumas pessoas vieram nos dar parabéns e nos desejar felicidade, uma mulher me perguntou se "o coelhinho não tinha rabinho por que já tinham comido", uma adolescente bateu no namorado por não ter recebido o mesmo presente, as crianças não queriam mais saber de mim e a minha namorada queria me agarrar e não soltar nunca mais. Depois de tudo o que passei, ali sentado, olhando todas aquelas pessoas, todos aqueles casais, imaginei todas as histórias que ali se encontravam e depois em todas as histórias que se espalhavam pelo planeta naquele momento. Concluí que boa parte delas não seria contada no ano que vem pelos mais variados motivos. Desejei que a minha não fosse uma delas e sorri.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Conhecimento: agradeça por ter
- Com o Lula me consertando, eu preferia comer as mamonas e me matar.
- Álcool também não é bom beber, mas vê se ele cospe.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Sete pecados - Inveja
Desde pequenos, as brigas fizeram parte da rotina dos gêmeos. O primogênito sempre vítima, moleque calmo que vivia sendo perturbado pelo irmão. Marcelo fazia isso para magoar o coitado e atrair a atenção dos pais toda para si. Via os seus planos irem por água abaixo quando todos ficavam contra ele. Essas frustrações não o desanimavam, apenas alimentavam seu espírito vingativo.
A cobiça começou a tomar conta da sua cabeça. Dia e noite, noite e dia, até o seu último suspiro. Mesmo sendo gêmeo idêntico do Eduardo e ter ganho as mesmas coisas, queria ser bonito, bem vestido, falar inglês, ter vários amigos e namorar as mais lindas como o irmão. Seguia os passos dele na tentativa de mostrar que conseguia fazer melhor. Chegou ao ponto de nem conseguir mais concentrar-se direito, apenas pensando nele. A única certeza era a de que só sossegaria ao final do último suspiro do mais velho.
Aconteceu quando estavam morando juntos e fazendo faculdade fora. Dudu saiu primeiro e voltaria apenas na hora do jantar. Assim que ele saiu, a Oportunidade bateu na porta do apartamento e Marcelo decidiu que estava na hora de deixá-la entrar. Confabularam por alguns instantes e resolveram envenená-lo no jantar. Compraram tudo do bom e do melhor, preparam um jantar belo, gostoso e letal. Em algumas horas estaria tudo resolvido. E se resolveu.
Quando entrou no apartamento, percebeu que havia algo estranho, estava quieto demais. Correu até a cozinha para encontrar o seu gêmeo morto no chão. A boca e o prato sobre a mesa ainda cheios. Depois da autópsia e de terminada as investigações, conclui-se que Marcelo não se conformara com um jantar tão bem preparado apenas para o irmão e resolveu comer antes que ele chegasse. Na volta para casa, lembrou dos momentos que passaram juntos e da força de vontade que ele tinha para superá-lo. Sentiu inveja.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Ficar X Namorar
Os primeiros meses de namoro são simplesmente perfeitos. Todo mundo se ama e um não consegue viver sem o outro. Defeitos? Pff, nunca na galáxia. O amor da sua vida é uma divindade menor. Bastam algumas brigas para que você perceba que o seu pequeno pedaço de céu era na verdade o inferno na Terra e a sua anjinha é na verdade o Diabo de saias. As coisas que você achava que ela fazia por amor no começo são as que mais vão te mostrar isso. Ela te ligava todos os dias para perguntar como você estava? Quando você ia sair você avisava pra onde e com quem estava indo? Em alguns meses ela vai jogar na sua cara o fato de você nunca ligar para ela e você vai ligar pra pedir permissão pra sair. Tudo isso porque ela era bonita, inteligente, tem bom senso de humor e vocês tem muita coisa em comum. Que piada.
Acordem para a vida, crianças. Existem mais de seis bilhões de pessoas na face do nosso planeta. Qual será a possibilidade de que milhões sejam bonitos, inteligentes, te façam rir e de vocês terem coisas em comum? Então, por que nos prendemos à apenas uma delas? Há quem diga que é por causa desse tal de amor, mas o que é que nós sabemos sobre amor? Ficamos indecisos quando compramos roupa nova ou quando queremos comer. Quanto mais escolher alguém para passar um bom tempo juntos. É para isso que serve a ficada.
Ficar é igual a namorar, mas sem toda essa parte burocrática que torna qualquer relacionamento infernal. Você não tem que se preocupar em ligar no dia seguinte, você não tem que comprar presentes, não precisa de cavalheirismo o tempo todo e, o melhor de tudo, não precisa dar satisfações. Quando enjoa você simplesmente parte para a próxima e, ao final do dia, você ainda consegue colocar a sua cabeça no travesseiro e dormir. Não é maravilhoso? Conhecer várias pessoas e depois, aí sim, escolher alguém. Ou simplesmente deixar de sair com ela antes que se apaixone e voltar pra folia. Afinal, para o bom solteiro, todo dia é Carnaval.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Apenas mais uma de amor (4)
Meu filho acordou doente, a secretária resolveu faltar e a minha esposa estava estressada com todos os pequenos problemas. O mundo estava me mandando sinais para que não saísse de casa. Não queria ir pro trabalho, mas nada me impediria. Olhei para a janela e vi um lindo céu azul. Pensei em qual mal poderia acontecer em um dia como esse. Saí de casa pensando em comprar flores para a minha esposa, além do remédio para o meu filho, quando voltasse do trabalho. É o meu jeito, queria, ao mesmo tempo, fazer uma surpresa e ajudar. Bom, foi mais ou menos aí que o meu curto flash back acabou.
Quando abri os olhos, o preto já havia dado lugar ao azul acinzentado. Pude ver bombeiros correndo de um lado para o outro, pessoas chorando e escutar gritos desesperadores. Ninguém parecia me notar, já tinha até desistido de chamar a atenção. Não conseguia me mover e nem falar. Meus esforços não valiam de nada. Senti o preço das minhas vãs tentativas escorrerem pela minha testa. Quando elas encontraram os meus olhos, o céu ficou manchado com gotas de vermelho. Foi aí que me dei conta da profundidade do corte na minha cabeça. Foi nessa hora, também, que eu encontrei com a Indesejável.
Ela era mais bonita e mais misteriosa do que eu imaginava. Estava lá por mim. Ainda não estava morto, apenas inconsciente. Minha alma relutava em deixar o corpo. Ela olhou fundo nos meus olhos, mas não falou nada. Olhos que não demonstraram pena e nem gosto por mim. Olhos que me perguntaram se eu iria, naquele exato momento, ir com ela por bem ou por mal. O sono eterno era tentador, já tinha até me levantado pra caminhar na direção dela. Parei no meio do caminho. Pedi desculpas e dei meia volta. Recobrei a consciência e me levantei. Os bombeiros vieram na minha direção oferecendo ajuda. Rechacei todos eles, estava bem. Ruim estava a minha mulher. Ainda bem que lembrei das flores e do remédio a tempo, vai que ela se irritava mais.
Foi na hora em que cheguei em casa que eu confirmei a minha segunda certeza. Se eu demorasse um pouco mais com o remédio e com as flores, faltariam desculpas para explicar a demora.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Coisas Que os Homens Odeiam Que as Mulheres Saiam Para Comprar no Supermercado
1º Cerveja - Pra mulher, que é um ser que geralmente prefere um bom vinho ou um coquetel, cerveja é apenas cerveja. Skol é cerveja, Schin é cerveja, Heineken é cerveja, Bavária é cerveja, Brahma é cerveja, . . . , até Kaiser é cerveja. ATÉ KAISER!
A mulher chega na parte das bebidas e já vai logo atrás de promoção, compra a mais barata, claro, afinal, cerveja é tudo cerveja. Aí chega o marido cansado e estressado do trabalho, com uma vontade imensa de abrir uma latinha de cerveja e relaxar, mas quando ele abre o freezer ele dá de cara com um monte de Kaiser. É ou não é uma causa justa pra pedir o divórcio?
2º Carne Vermelha - Por que é que, a maioria esmagadora das mulheres, só sabe escolher carnes brancas? O mesmo pensamento que elas usam pra escolher cerveja, elas usam pra escolher carne: é tudo carne, ou seja, se tiver alguma em promoção, prepare-se pra comer dela o mês inteiro. E nem pense que ela vai deixar você comer uma tirinha de gordura.
3º Sabonete - Não é qualquer sabonete, só os líquidos em especial. Mulher teima em comprar sabonete líquido porque é mais higiênico pra dividir. Vocês podem até estar certas, mas será que não dava simplesmente pra comprar dois sabonetes em barra?
Toda vez que tomo banho com sabonete líquido, meu saco fica escorregadio. Podem confiar em mim, meninas: ter o seu saco deslizando pra lá e pra cá nas coxas não é legal. A suavidez do chantilly pode até ser gostosa na boca, mas nas bolas é foda.
4º Refrigerante - O refrigerante é só um pretexto para citar todas as coisas integrais,light,diet e zero que vocês nos jogam garganta abaixo. Se você quer, jóia, mas veja que você vive com outras pessoas e essas pessoas não querem entrar na sua dieta. Fora que tem mulher que compra porque gosta disso e não pra emagrecer. Em que mundo essas comidas com alpiste e os refrigerantes com adoçante são gostosos?
Bom, não vou me detalhar muito aqui porque gosto é que nem braço, tem gente que não tem.
5º Camisinha - Existem várias marcas e tipos de camisinha. Sabores, texturas e cores diferentes. Por que conchinhas vocês teimam em comprar a mais grossa e mais resistente?
Se no geladinho que tem um plástico fininho você faz um furinho pra sentir o gosto, imagine na hora do sexo. Mas não, vocês ainda querem, além de não fazer o furinho, botar num plástico mais abafado ainda. Meu Deus, camisinha é feita pra aguentar o tranco. Até nas mais finas as chances são muuuito baixas. É só colocar direitinho, relaxar e gozar.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Coisas Que Homens Odeiam Ter Que Comprar no Supermercado
1º Xampu e Condicionador - Existe xampu e condicionador pra todo tipo de cabelo. Pergunto: por que, meu Deus?! Comprar essas coisas, é pra mulher mesmo. Xampu pra homem só precisa fazer espuma e condicionador só tá lá pra acompanhar o xampu. E eles nem da mesma marca precisam ser. Não sei nem qual é o meu tipo de cabelo, quanto mais o dos outros.
2º Sabonete - Nunca tive que comprar um sabonete sequer em toda a minha vida. Hoje foi a primeira vez. É constragedor, para um homem, escolher sabonete enquanto um monte de gente passa te olhando. É constrangedor porque parece que todos os sabonetes são femininos.
Imagine que você vai em uma loja comprar uma roupa e você prova algumas. Você gostou de todas elas e resolve levá-las. Nessa hora a vendedora chega pra você e fala que são todas para o sexo oposto e pergunta se você vai levar mesmo assim. Se você não se importar com isso, pode ir para o próximo item, mas se não, você entendeu o drama.
Tinha sabonete de tudo quanto era tipo. Suavidez do chantilly, sedução do chocolate, doçura de morango, seduction,...Acabei levando um Lux energia do guaraná. Só sei de uma coisa, se esse tal de guaraná vier querer mandar as energias pra dentro de mim, a coisa vai feder pro lado dele.
3º O. B. - Ao meu lado estava um cara que aparentava ser apenas um pouco mais velho do que eu. Acho que ele tinha 22 anos. No carrinho dele tinha uma caxinha de O. B. Espero que eles tenham sido para a namorada dele, mas isso não vem ao caso.
Imaginei o que a moça do caixa deve ter pensado e cheguei a conclusão de que: se o O. B. era pequeno ela deve ter pensado que a moça era virgem e o cara devagar, mas se o O. B. era grande, ela deve ter pensado que a moça era rodada e o cara trouxa. Bom, pelo menos foi isso que pensei. Não que o O. B. indique alguma coisa, até porque, nem entendo disso. Bah, vocês entenderam.
4º Camisinha - Se você tem cara de besta, a pessoa te olha com aquela cara de sei-que-você-só está-comprando-para-caso-aconteça-um-milagre. Se você é um homem mais presença, a pessoa te olha com cara de vai-se-dar-bem-hoje-né-danadinho?
No Brasil a coisa ainda é boa, pior é lá fora que as camisinhas tem tamanho. O cara chegar no balcão com uma camisinha P e ainda mais com efeito retardante é pedir pra ser chamado de amendoim japonês: uma comida rápida e pequena.
5º Tinta pra Cabelo - Tinha um senhor na minha frente que estava com a esposa no mercadinho, mas não estava com ela do lado quando começou a passar as compras. Eu vi a hora em que a mulher do caixa olhou pra tinta e depois para a cabeça grisalha do pobre velhinho e começou a rir como se achasse que a cor não iria lhe cair bem. Ela só parou de rir quando a mulher apareceu. Fora esse constrangimento, nos homens odiamos comprar essa desgraça porque nós simplesmente não entendemos de cores.
Hoje eu entendi porque é que vocês pintam os cabelos e nós não percebemos. Tinham duas caixas, uma do lado da outra, com duas modelos diferentes na parte da frente. Quis entender o motivo de cores iguais terem embalagens diferentes. Olhei mais de perto e percebi que uma era castanho claro dourado e a outra era castanho claro romântico. Assim fica díficl, caceta.
*
Se você foi mulher e achou ruim alguma coisa que escrevi por aqui, relaxe o seu bigode que assim que der, faço uma lista de coisas que as mulheres odeiam ter que comprar no supermercado. Até lá, me odeiem um pouco mais.
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