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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Santo Expedito

Estava no meio dos fiéis. Era o seu primeiro link ao vivo no canal cristão, fora escalado para fazer a cobertura das comemorações pelo dia de Santo Expedito. Conversou com alguns fiéis, entrevistou o padre da paróquia, mas não estava satisfeito. Queria uma história surpreendente, que marcasse e comovesse os telespectadores. Procurou, procurou, até que, por fim, encontrou uma senhora gorda, um tanto quanto peculiar, em pé no canto. A mulher cantava e rezava aos berros enquanto, ao seu lado, ajoelhado, um senhor mirrado, com uma expressão desesperadora, orava rapidamente em voz baixa, quase sussurrando. Imaginou o quão bom o pedido dela seria para a audiência e dirigiu-se até eles enquanto esperava o próximo chamado.

- Ó DEUS, QUE INTERCESSÃO DE SANTO EXPEDITO NOS RECOMENDE JUNTO A VOSSA DIVI...
- Senhora? -disse sem muitas esperanças de ser notado.
- NA BONDADE, A FIM DE QUE, PELO SEU AUXÍ...
- MOÇA!
- Vixe, que susto, menino! - falou levando a mão ao peito.- Mais um pra reclamar da altura das minhas orações, aposto. Olhe, eu estou na casa do Senhor e só ele pra me fazer falar mais baixo.
- Calma, calma, não é nada disso não. Eu sou repórter e preciso de uma história comovente pra fechar a matéria, mas não pode ser uma qualquer. Como a senhora foi a pessoa que mais me chamou a atenção, vim aqui pra saber o motivo dessas preces serem assim tão altas -recebeu o chamado pra voltar pro ar- só que eu to com um pouco de pressa e a senhora...? -5,4.
- Mas o motivo...
- O nome da senhora!? -3,2.
- Benita,mas... -1.
- Isso mesmo, o número de fiéis não para de aumentar por aqui, todos vindo agradecer pelas graças alcançadas ou pedir pela intervenção do Santo nos problemas que eles não encontraram solução. São histórias comoventes como a da Dona Benita que estava há poucos instantes orando fervorosamente para que as suas preces possam ser ouvidas. O que a senhora tanto pede ao Santo?
- Oh, meu filho, de hoje que eu tento te dizer, num vim aqui pedir nada pra mim não, é pro meu marido. Vim aqui pra ver se o Santo dá um jeito pra mo do infeliz voltar a sentir tesão pra gente voltar a esquentar as noites. To velha, mas num to morta ainda não. -Virou-se rindo e pôs se a horar aos berros novamente.

A sua ideia de história-comovente-para-encerrar já estava quase indo pelo ralo, quando lembrou que o pobre coitado que estava ao lado dela ainda poderia salvar o emprego dele. Com um sorriso amarelo, pediu desculpas e, apostando tudo numa última empreitada, se ajoelhou para conversar com aquele senhor:

- Mas e o senhor, está aqui por quê?
- Pra garantir que não seja por ela.

E voltou a rezar desesperadamente.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Sete pecados - Gula

Há quanto tempo já não ficava excitada daquele jeito? Fez um esforço, mas desistiu. Não iria e nem queria lembrar. Estava decidida sobre mais uma mudança na sua vida. Mais um grande salto que daria na vida. Nem o Papa a impediria. Ele que entendesse que a necessidade fazia o homem, e a mulher também. Deus haveria de perdoá-la,nessa vida ou nas que viessem.

Não era sua culpa, o marido que arcasse com ela. Foram os erros dele que levaram-na a pecar. Chegou em casa com umas conversas esquisitas que ouvira do padre durante a missa. Tinham acabado de se casar na época, era hora de aproveitar os momentos a sós que não tiveram quando saiam para namorar. A mãe dele, muito ciumenta, que não deixava os dois em paz, o pai dela, coronel, que só permitia as saídas deles se levassem os cunhados juntos. Tudo que chegaram até chegar naquele ponto pareceu ter sido em vão depois de escutar a boa nova. Mais uma privação em nome do amor que tinha por ele.

Foram meses difíceis. Tentava mudar foco,mas não deixavam, as amigas principalmente. Toda vez que se encontravam, não importava por onde começavam, o assunto sempre voltava para aquele-que-não-deveria-ser-comentado. Uma falava que o do marido era o melhor, a outra defendia que o do dela era mais suculento, ao ponto de dar água na boca, mas ela só desconversava. Não tinha muita competência para falar do assunto, algumas vezes até mentia para não ficar por baixo. Acabou por se encher da palhaçada do marido. Ele quisesse resistir, que fosse sozinho. Ela se entregaria aos prazeres da carne.

Saiu de casa preparada. Foi direto ao local certo. Disse o que queria e as suas intenções ao primeiro que passou. Estava sedenta, era perceptível. Ele a levou para um lugar mais vazio, ali ela saciaria a sua vontade em paz. Pediu que ela sentasse, voltaria em instantes para satisfazê-la. Voltou já preparado, do jeito que ela tanto desejara. Lambeu os beiços para o pedaço de carne que se aproximava da sua boca. Se arrepiou toda quando sentiu aquele calor tão vivo encostar seus lábios. Gemeu baixinho. Cada centímetro do seu corpo pedia por mais. Isso, continue. Ficou ali sentadinha até atingir um orgasmo gastronômico.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sete pecados - Luxúria

Pela manhã ela era Isaura, dona de uma loja de roupas no centro da cidade, divorciada, mãe de um casal de gêmeos, a separação logo após o nascimento. Pela noite ela era a insaciável Scarlet, dançarina de pole dance, seios fartos saltando do espartilho, estrias da gravidez mascaradas pela luz vermelha, mas isso era apenas um hobby.

Fosse Isaura ou Scarlet, ela desejava todos os olhares. Homens que desejavam aquele corpo sedutor deitado em suas camas, chamando pelos seus nomes entre gemidos e suspiros. Mulheres que a invejavam por ter um corpo tão formoso mesmo após ter posto no mundo duas crianças. Gostava tanto de imaginar todas aquelas pessoas com o olhar preso nela que só gozava pensando nelas.

Não tinha jeito. Podia ser negro, branco ou amarelo, pequeno, médio ou grande, grosso ou fino, romântico ou selvagen, vibrante ou não, se ela não conseguisse visualizar aqueles olhares ela não tinha orgasmos. Nenhum deles nunca se decepcionou por não ter feito seu serviço direito, mesmo ela pagando por cada um. Muito menos ela os culpava, o problema era com a imaginação dela. Nunca ligou para reclamar de nenhum e até mesmo dava nova chance aos que falhavam.

Só descobriu o que faltava na sua cama quando se separou do marido e começou a notar as olhadas que os homens do prédio davam. Por um tempo, a imagem deles foi suficiente, mas ela queria mais, muito mais. Foi aí que surgiu a ideia de trabalhar pela noite para variar o cardápio. E assim viveu a sua vida, conquistando olhares pela noite e dinheiro para comprar vibradores pela manhã. Não gostava de ser observada nos momentos de prazer.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Apenas mais uma de amor (7)

Ela sentiu todo o seu corpo arrepiar com aquela presença. Ele estava atrás dela, mas não a segurava. Estavam suficientemente juntos para que ela escutasse aquela respiração ofegante no ouvido. Fazia tempos que ela não sentia aquele calor gostoso no meio da pernas, dois anos e alguns poucos meses para ser mais exato. Queria gritar e não podia, gemer e não podia, se entregar completamente e não podia. Ai, meu Deus, o que os outros vão pensar.

Ele ali, sem nem se importar, um bruto que pensava nele e apenas ele. Com calma que sou moça de família, isso não se faz. A face ruborizada a entregava, tinha que se controlar, não podia deixar que percebessem. E se estiverem me vendo aqui? O que devem estar pensando? Sempre tão correta, tão pura. Os vizinhos iam falar. Moça sempre tão pura se deliciando com aquele ogro. O sexo que ardia e desejava mandava que ela mexesse o quadris. Seu corpo não ousou desobedecer. Ele era a faísca que estava faltando para acender o seu fogo. Uma vez aceso, esse fogo se tornava insaciável, devorava tudo o que estava perto. Devorou até o último instante.

Não aguentou segurar mais. Apertou a barra do vestido como um doente terminal agarra o último suspiro de vida. Era ela mesma uma doente terminal que encontrava a morte. La petite mort. The little death. A morte da sua dignidade. A morte daquele desejo que antes a consumia. Ahhhh, gemeu gostoso em pensamento. Não podia se demorar mais ali. Era errado, muito errado. Seria errada ela também?

Quando deu o primeiro passo, ouviu uma voz grossa no seu ouvido:

- O prazer foi todo meu.

Suas bochechas ficaram mais vermelhas do que já estavam. Estavam queimando de tanta vergonha. Olhou rapidamente para trás. Eu sei que você gostou, safada. Era isso o que dizia aquele sorrisinho sem-vergonha no canto daquela boca suja. Ela não aguentou. Deu sinal e desceu do ônibus quatro pontos antes do seu.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Propagandas que gostaríamos de ver no dia dos namorados (2)

A mulher entra em uma loja de roupas e começa a olhar várias camisas. Procura, procura, procura, até que acha uma que a agrada. Ela compra e o vendedor embrulha para presente. Corta e aparece o casal trocando presentes.

Ela ganha um colar e diz que vai usá-lo na mesma noite. Ele ganha a camisa e diz que vai usá-la quando forem sair pra jantar. Corta e aparece o casal jantando e depois voltando para casa.

Aparecem roupas voando da cama balançando. Corta e aparece a mulher vestida apenas com a camisa que havia dado de presente para o namorado.

Ele aparece, sem camisa, a abraça por trás e diz que ela fica muito melhor nela do que nele. Aí a imagem fica embaçada com o casal se beijando na cozinha e aparece a seguinte frase:

Nesse dia dos namorados, escolha o que você vai vestir no dia seguinte.

domingo, 23 de maio de 2010

Supremacia

Todo menino nascido no terceiro planeta a partir do Sol, só vira homem de verdade quando descobre que as mulheres é que estão no topo da cadeia alimentar. Os livros de biologia só nos coloca no mesmo patamar porque elas precisam de nós para matar as baratas. Elas estão no topo por serem mais poderosas e mais espertas do que nós.

O homem que pensa que dá nó em pingo d'água e consegue enganar a mulher, não sabe que, nessa faculdade, ela não só dá aula, mas também nó em pingo de tequila. Na arte da enrolação, elas são melhores que os advogados. Maior prova disso foi aquela tal de Maria que engravidou de outro depois que casou e disse pro marido que foi um tal de Espírito Santo que a tinha escolhido. O resto da história, vocês já sabem.

Bom seria se elas fossem "apenas" superiores em questão de esperteza, mas não são. Mulheres são mais fortes. Conseguem ser, ao mesmo tempo, armas biológicas e psicológicas. Elas tem o poder de deixar qualquer um louco, e eu não falo no bom sentido da coisa. Um homem nunca sabe o que uma mulher está pensando porque elas são programadas pra nunca dizer o que realmente querem dizer. Com um simples "nada..." elas dizem que você é um filho da puta escroto e que percebeu as suas olhadas para a bunda da garçonete. As palavras vindas da boca de uma mulher, são pequenas armadilhas que desestruturam a mente de qualquer homem. Quando elas falham, entram em ações as armas biológicas.

Boa parte dos problemas do mundo podem ser resolvidos pelas mulheres. Sabe a disputa entre Israel e Palestina? Escândalos de corrupção? Burocracia? Basta uma greve de sexo generalizada para que tudo se resolva. Isso ou presenciaríamos uma saída de armários em massa.

Quando tudo isso falha, elas ainda tem uma última alternativa: chantagem emocional. A chantagem emocional é uma combinação dos dois artifícios anteriores. Quem nunca ouviu uma mulher dizendo "Poxa, você realmente vai deixar uma mulher tão frágil como eu carregar tudo isso sozinha?"? No final das contas, nós é que levamos tudo sozinhos.

Conforme-se, seja homem e aceite o fato de que elas nasceram para comandar o mundo. Se a sua esposa/namorada/tia/prima/irmã/peguete chegar pra você e dizer que leu no Embriaguez Verbal que ela é quem deveria estar comandando tudo, dê um voto de confiança, deixe ela comandar o fogão e a máquina de lavar.

*
Desculpem-me, queridas leitoras, eu tentei, mas não consegui me controlar.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sobre Homens, Mulheres, Vestidos e a Arte da Sedução

O título desse post é só um eufemismo. Na verdade, posso resumir todas aquelas palavras em apenas uma: sexo. Portanto, caros amiguinhos, se você ainda é inocente e tiver menos de 18 anos, você com certeza vai querer continuar a ler isso daqui. Afinal, existem dois tipos de pessoas no mundo: as que gostam de sexo e as que voam. Vocês já viram alguém voando? Então, continuem lendo.

Pesquisa feita por um profissional capacitado, competente e qualificado na área, em outras palavras, eu, indica que, a maioria esmagadora dos homens, prefere que as mulheres usem vestidos ao invés de shortinhos, saias ou calças justas. Por sua vez, as mulheres não estão nem aí para o que nós pensamos. Até porque, mulheres se vestem para as amigas e não para nós. Se elas se vestissem de acordo com o pensamento masculino, no máximo, eu repito, no máximo, elas vestiriam lingerie no dia-a-dia. Como elas não vão sair na rua de lingerie, o que é uma pena, seria ótimo se elas colocassem vestidos.

Os homens mais sagazes, o que nesse caso é um eufemismo para mais safados, já devem ter entendido os meus motivos para tanto bater nessa tecla. Porém, acredito que a maioria de vocês ainda esteja pensando o que tem a ver o cu com as calças. Vocês estão prontos para saber como vestidos se relacionam com o sexo e com a arte da sedução? Prometem guardar segredo? Então, aqui vamos nós.

Comecemos pelas saias. Saias são vestidos que foram cortados na metade, mas um vestido pela metade nunca será um vestido. Por mais que uma saia chame a atenção de muitos homens, elas são verdadeiras armadilhas para os desavisados e, as saias jeans, são as piores de todas. Sabem por quê? Porque elas só sobem se os dois lados subirem ao mesmo tempo. Vamos supor que você resolva fazer sexo em um lugar público, não que eu esteja aconselhando ninguém a fazer isso, mas também não desaconselho. Você não vai poder levantar a saia da garota, mas se ela estivesse de vestido, você só precisaria levantar a parte de trás e estaria tudo resolvido. Sério mesmo, não sei nem porque caralhos essas benditas saias jeans foram criadas.

Já os shorts conseguem ser piores que as saias. Elas pelo menos "só" precisam ser levantas um pouco, mas eles tem que ser abaixados quase que todos. Sem mais comentários sobre eles.

As calças justas conseguem ser as piores de todas. Além de ter que abaixar quase que toda, de cobrir as pernas, de levantar bundas caídas e de ficarem presas quando você tenta tirá-las quando chega no motel, elas são tão apertadas, mas tão apertadas, que quando você tenta apertar a bunda, você não consegue porque o jeans nem se move. A calça junta as duas bandas de um jeito que só um maçarico pra separar. Não sei nem como as mulheres entram ali.

Agora chegou a vez dos vestidos. Quando passa uma mulher bonita na rua e ela está de vestido, todos os homens pensam ao mesmo tempo em como eles queriam que batesse um vento forte naquela hora. Se aquele livro "O Segredo" você verdade, nós teríamos uma visão ampla de todo o terreno, mas se fosse uma saia, só teríamos uma breve noção. Fora que vestidos são mais elegantes, deixam um apertão na bunda ou nas coxas muito mais macio e delicado, são mais misteriosos e, com uma boa dose de sensualidade, deixam qualquer homem louco. Só de pensar na sensação da mão correndo por baixo do tecido, nós vamos à loucura.

Sei que tem mulher já dizendo que eu tenho a mente perturbada, mulher pedindo a mãe para ir às compras, mulher trocando de roupa pra sair. Assim como, deve ter uma porrada de homem me agradecendo e mandando o link pra namorada, homem pensando no quanto já torceu pra um vestido voar, homem se sentindo feliz por saber que não é o único com a mente perturbada e homem que vai tirar o vestido do armário, o que nesse caso é um eufemismo pra...bom, vocês entenderam.

Em tempo, gostaria de pedir às meninas que já tinham me escutado falar sobre o assunto para que voltassem a usar vestidos. Prometo que vou tentar não torcer para que eles voem.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Bronca da bronca

Vou explicar logo o motivo de não ter postado ontem. Sábado foi o casamento do meu primo e eu saí de lá na hora que os noivos também foram embora. Sai de lá para deixar meu outro primo em casa...apenas salvo, o são fica pra outro dia e depois ainda fui deixar rosas na casa da minha namorada. Cheguei em casa lá pras 6:50 e ontem só acordei lá pras sete da noite. O fato é que eu já tinha uma ideia pra postar ontem, mas tava sem saco. Não sei se para alegria ou para a tristeza de vocês, eu li uma revista ontem e me deparei com alguns absurdos e resolvi mudar o tema do post.

Acho que todos aqui conhecem aquelas revistas de fofoca,né? Elas dispensam apresentações. Fato é que, algumas delas, trazem matérias sobre sexo. Venhamos e convenhamos que quando o assunto é sexo, sempre tem alguma coisinha legal pra aprender, a não ser que você goste de fazer apenas em uma posição. Bom, cada um com seus gostos. Ontem eu peguei uma dessas revistas pra ver se tinha algo interessante - não tinha - e acabei topando com duas coisas interessantes.

A primeira foi a pergunta de uma leitora. Tá, eu sei que existe liberdade de expressão e blá blá blá se não fosse por ela eu já tinha sido preso ou forçado a parar de escrever e blá blá blá, mas se tem uma coisa com que eu me irrito é com a idiotice alheia. Quem diabos pergunta uma coisa tão óbvia? Eu não iria aguentar não, responderia com o maior sarcasmo possível:


- Não é possível, não importa como você irá se vestir ou tentar esconder, ladrões são sensitivos e tem visão de raio-x. O que você pode fazer é ir pra cima e tentar tirar a arma da mão dele ou tentar seduzí-lo. A depender da boa vontade do assaltante, existe a possibilidade de você resolver tudo no par ou ímpar ou no pedra, papel e tesoura, em uma melhor de três, claro. Depois de uma dessa as pessoas iriam pensar melhor no que iriam perguntar. Ou não.

A outra foi na parte da revista em que as pessoas mandam cartinhas e e-mails pra revista pra elogiar, comentar e/ou criticar matérias. Eu sempre leio as besteiras que as pessoas reclamam e sempre é besteira, mas quando o assunto é sexo eu não consigo ficar calado. Primeiro porque acho hipocrisia e segundo porque as pessoas fazem mais sexo do que tricô.

Vou apenas comentar brevemente o comentário dela para depois tirar minhas conclusões.

Quando você compra uma revista, um livro ou jornal, você não escolhe o que vai ler e nem sempre tudo te agrada ou as ideias batem com a sua. Se você não gosta, tem quem goste, até porque foi a pergunta de uma leitora que estava sendo respondida. Mesmo que só essa leitora tivesse interesse, os maridos das outras devem ter comprado pra ver se a mulher não aprendia. Como ela mesma disse, a revista é educativa. O que a revista está fazendo mesmo? Ah é, ensinando a fazer striptease. Fora que amor e sexo andam juntos, tem essa de separar não.

Agora vamos à parte que eu mais gosto. Eu gostaria que vocês refletissem comigo e me ajudassem a descobrir o problema dessa mulher:

a) Ela é mal amada.

b) O marido não dá mais no couro, pelo menos não no dela.

c) Pra ela, sexo é só fechar os olhos e abrir as pernas, o resto é mágica.

d) Ela está dentro do grupo de mulheres brasileiras que não sentem orgasmos durante as relações.

e) Pra ela, preliminar é a partida que acontece antes do evento esportivo principal.

f) Todas as alternativas anteriores.

Eu fico com a letra f, e vocês?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mão Boba?

Há umas duas semanas atrás, talvez três, eu sai com uns amigos e umas amigas para um barzinho. Papo vai, papo vem, eis que um dos meus amigos conta a saga do irmão dele e da sua primeira mão boba. Apesar da história ter sido engraçadíssima, eu não irei contá-la aqui. Acreditem, a discussão que teve início ao final da história foi muito mais engraçada. É claro que eu não deixaria de contá-la à vocês.

- Pois, eu acho isso uma palhaçada.
- Que é véi?
- Eu acho uma palhaçada um namorado apertar a bunda da namorada.

Só trancreverei a conversa na íntegra até aqui. Tenho medo de não estar correto sobre o resto, mas ainda assim vou explicar. Uma amiga minha achou, e ainda acha, aquela mão boba um absurdo. Disse que se sentia indignada e que aquilo era um absurdo. Sabe, existem poucas coisas que me deixaram realmente revoltado. Essa, meus amigos, foi uma delas. Como é que alguém pode achar absurdo um carinho tão "comum". Eu tenho certeza que, pra falar uma coisa dessas, a pessoa não deve ter sido bem apertada. Venhamos e convenhamos, isso nem deveria ser chamado de mão boba, mão esperta ou mão gostosinha, mas disso não passa.

Vendo daqui ele me parece muito esperto =x

Claro que eu não fiquei calado e discuti com ela. Eu tinha um ponto e pretendia defendê-lo com unhas e dentes até o final ou vocês queriam que eu simplesmente deixasse ela achar que estava certa? No mundo dela, chegaríamos em casa e diríamos às(aos) nossas(os) parceiras(os):
- To louco pra fazer uma palhaçadinha hoje.
Ou então:
- Amor, que tal fazermos uma gracinha diferente hoje?
E isso, eu nunca deixaria acontecer.

Não existe faixa etária para carinhos. Depende do gosto e da vontade de cada um. Você não vê uma pessoa fazendo dezoito anos e gritando:
- Uhuuuu, já posso tocar nas coxas! Mais três anos e eu aperto um bumbunzinho!
E sabem por quê? Porque isso sim seria um absurdo. Ela estava querendo transformar uma coisa prazerosa em uma coisa abominável. Isso não é pecado e, mesmo que fosse, eu já tenho o meu lugar no inferno reservado e, mesmo que não tivesse, eu iria com um sorriso bem grande pra lá. As pessoas vem um apertãozinho desse como uma safadeza. Estaria mentindo se escrevesse aqui que sempre é sem sacanagem, mas quem não gosta de uma mão cheia de sacanagem de vez em quando? Mas, verdade seja dita, às vezes é só um carinho e nada mais, como um cafuné ou carinho na barriga.

Danadxenhoooo!!!!

Quer dizer que quando o cara anda com a mão no bolso da namorada, enquanto eles caminham, é romântico, mas quando ele bota a mão no bolso dela, enquanto eles se beijam, é safadeza? Me digam onde isso está escrito para que eu possa ir lá apagar. Fora que muitas mulheres gostam de apertar bumbuns também. Não me venham com essa de que isso é tara exclusivamente masculina. Não estou dizendo pra vocês deixarem um qualquer te apalpar, só estou dizendo que se você gosta da pessoa e gosta do carinho, deixa ele acontecer sem se preocupar com o que o resto do mundo pensa. Entre quatro paredes, tudo é válido. Bom, não necessariamente entre paredes.

Todos os bolsos deveriam ser assim

Eu fiquei puto com isso, é tanto que eu andei perguntando a algumas pessoas o que elas pensavam. A maioria delas, mulheres principalmente, riram, mas se pronunciaram. Acham que depende da pessoa, do lugar, intimidade, mas principalmente vontade. Se não se importarem e se não se sentirem envergonhados eu gostaria de saber o que vocês pensam e se vocês gostam ou não de ser apertados nas nádegas. Não se assustem, isso aqui ainda continua sendo um blog de família. Ou não.